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quando eu roubava cavalos
(Patuá, 2024)
"Reynaldo Bessa é do mesmo ninho de Rubem Braga. Tão bonita e comovente a paisagem que Bessa (Braga) recupera dos cantos por onde passou. E é mesmo “canto” o que ele faz. Tem um lirismo de flauta sua palavra de cantor. Daí as frases sonoras. Compostas de saudades aladas. Do pai, da mãe. Dos olhos de pássaro da mãe."
- Marcelino Freire
- escritor -
- crônicas -



SOBRE O AUTOR
Reynaldo Bessa é músico, escritor, poeta e professor. Em 2008, lançou seu primeiro livro Outros barulhos (poemas, Anome Livros), Prêmio Jabuti 2009. Em 2011, publicou Algarobas Urbanas (contos, Patuá). Em 2013, lançou Cisco no olho da memória (poemas, Terracota). Este que recebeu Menção Honrosa no Prêmio Internacional da União Brasileira de Escritores - UBE-RJ - 2014. Pela editora Penalux publicou Na última lona (romance, 2014), Do pássaro voando ao contrário (poemas, 2018), A noite além de escura (contos, 2020) e Esta vida ou outra invenção (poemas, 2021). Em 2023, publicou seu segundo romance, Prato Frio, (Urutau, 2024). Novamente pela editora Patuá, lançou seu primeiro livro de crônicas: Quando eu roubava cavalos. (apresentação de Marcelino Freire). Bessa tem poemas traduzidos para o inglês, espanhol, francês e grego. Escreve para sites, blogs e jornais de literatura e música. É o idealizador e apresentador do podcast “Pois é, Poesia: arte no plural”.
outros livros do autor



Prato frio
Romance, 2023



Algarobas Urbanas - Contos, 2011



Cisco no olho da memória -
Poesia, 2014



Outros Barulhos
Poesia, 2009



Do pássaro voando ao contrário
poesia, 2018



Na última lona -
Romance, 2016



Outros Barulhos -
Poesia (2ª edição. Kotter), 2019



A noite além de escura -
Contos, 2020



esta vida ou outra invenção-
Poesia, 2021
fortuna crítica
Os poemas de "Outros Barulhos" denunciam um pai, uma mãe, uma infância, uma adolescência superficiais. Mas, mesmo nessa vidinha besta, há alumbramentos, sustos luminosos. Há beleza na banalidade. E é o movimento dialético - a verdade no falso - que faz desse eu lírico ruidoso uma instância chamada "mal-estar"
(Nelson de Olivieira - Escritor e Mestre em Letras pela USP. APCA 2001 e 2003 – Para o Guia da Folha de São Paulo)
"Outros Barulhos" É uma fartura de vida, um armazém de fiados, armário de brinquedos extintos, que todo leitor vai se exuberar. É uma obra da saudade. A saudade alegra, inclusive, os dias em que cortamos os dedos. Bessa é poeta. Pela intuição maravilhosa. Pelas comparações novas. Pelo tempo de descrever, e, acima de tudo, de se calar na hora certa. A poesia quando narração é imbatível. A poesia como contadora de histórias é imbatível.
(Fabrício Carpinejar poeta e jornalista, mestre em Literatura Brasileira pela UFRGS.)
Aliado ao formato narrativo, revela-se o corte ágil, o ritmo veloz, caudatário das mídias eletrônicas. Dessa forma, alguns poemas reduzem-se a uma única frase sintética, detonadora de forte carga sugestiva: “o poeta escreve torto/ por linhas certas” (p.70); “hoje sonetos/ amanhã só netos” (p.62); “espinhas, pêlos, incógnitas, incógnitas e ejaculações” (p.29); “seus olhos/ são meu livro de cabeceira” (p.107). A agilidade e a explosão do mundo do rock são fatores determinantes da percepção alucinada das coisas, e mesmo de alguma imagem deformada ou fora de foco.
(Edgard Reis - Belo Horizonte, MG, Brazil - ensaísta e escritor, doutor em literatura portuguesa pela UFRJ. livros publicados: violeta trindade, o lobo do cerrado, portugal poetas do fim do milênio, outono atordoado, mosaico insólito.)
O leitor poderia acomodar-se nestas superfícies devido à força comunicativa que está em jogo, mas isto até perceber o quão deslizantes são estas superfícies. É que os recortes de realidade operados por Reynaldo Bessa aproximam-se da experimentação técnica da colagem cut-up – aquela inventada por Bryon Gysin que William Burroughs desenvolveu e popularizou através de sua poesia".
Ricardo Corona (poeta/performer) sobre o meu livro Cisco no Olho da Memória (poemas)
É um livro duro como os da geração do Romance brasileiro de 30, como o cinema de Héctor Babenco em Pixote, como a falta de compaixão de Dostoiévski. Vai ler? Depois não diga que eu não avisei
Ricardo Silvestrin - poeta/escritor (sobre o meu romance Na Última Lona)